Arquivo da categoria: Relatos de Mãe

A metamorfose “mulher-mãe”

Camila e Gael Vidal

Quando ainda não somos mães, ouvimos dazamigas que já tem filho muita coisa que parece besteira. E muitas vezes são coisas repetidas! Parece que todas as mães tem um canal de comunicação no qual elas se combinam qual discurso elas irão falar para o mundo. Todas (ou a maioria absoluta) das mulheres que são mães falam que conheceram o verdadeiro significado do amor depois dos filhos, que superaram obstáculos antes inimagináveis, que aprenderam a fazer 30 coisas ao mesmo tempo, que vivem cansadas (porém felizes), que se tornaram pessoas melhores, que o sorriso do filho cura qualquer dor. blábláblá. Whiskas sachê!

Eu, quando ainda não era mãe, sempre que eu via alguma mulher se dizendo transformada pela maternidade, achava aquilo um completo exagero. Eu pensava (cá com meus botões): quanto mimimi; isso só pode ser brincadeira! 😒 Alôôu… é só um filho que nasceu. Não pode ter mudado taaaaaaaaaaaaanto assim a vida!

Então me tornei mãe!

A mudança e a transformação não nasceram junto com a placenta. Foi uma transformação diária e lenta, porém muito intensa! E quando eu me dei conta já estava no ‘clube das mulheres transformadas pela maternidade’!
De todas as coisas que mudaram em mim, tem uma que se destaca: Depois da maternidade eu me sinto muito mais forte como mulher. Hoje eu sinto que posso mover o mundo pelo meu filho, e parece que se tratando dele não há o impossível.

Várias situações me fizeram sentir na pele essa força. Superei vários medos, e passei por cima de vários obstáculos que jamais pensei que pudesse enfrentar antes de ser mãe.

A maternidade realmente transforma uma mulher. Seja no amor, seja na dor, seja nos dois.
Mas porque na dor Camila? Ahhhh gente! A ‘dor’ faz parte da maternidade (#pasmem rsrs)! Dor, tristeza e frustração, raiva (entre outros) estão presentes na maternidade. E muito. E a gente aprende D-E-M-A-I-S com isso.

Eu pague a língua de tudo que falei, paguei também por tudo que pensei.
A maternidade realmente transforma a vida de uma mulher.
A minha maior mudança foi que antes eu era forte. Agora, pelo meu filho, eu me sinto invencível!

camila vidal

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Sobre o chá de fraldas.

baby-showerEu não fiz chá de fraldas.
Não é que eu ache desnecessário, ou ‘feio’, ou qualquer outra coisa desse tipo. Muito pelo contrário, eu acho legal fazer chá, e muitas mães o tem como uma comemoração para a chegada do bebê.
Eu tomei essa decisão porque coloquei no papel, fiz as devidas contas, e depois de analisar cuidadosamente cheguei à conclusão de que financeiramente não seria vantajoso pra nós, o máximo que aconteceria seria uma troca de moedas.O chá valeria mais pela ‘farra‘ do que pelo ganho em si.
Eu sei: Continuar lendo

Ser mãe é MARAVILHOSO!

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Daí azamiga vêm e perguntam: -“E aí Camila, como tá essa vida de mãe”?
Eu imediatamente respondo: -“Tá lindo, tá maravilhoso, tá perfeito…É um ‘pouquinho’ cansativo, mas é muito bom ser mãe, deveria ter feito antes” 😀

Não é por mal, não é querer tapar o sol com a peneira, não é querer mentir prazamiga cair na mesma ‘cilada’ (risos kkkkk). É porque o benefício é muito maior que o custo…Ser mãe vai além, ser mãe supera tudo.
O amor pelo filho é mais forte do que qualquer outro sentimento que vem junto nesse pacote: cansaço, exaustão, raiva, medo, angústia, solidão (sim, solidão!), dor física, e cansaço. Sim, cansaço mais uma vez! Continuar lendo

Para o Pai do meu filho!

Quando eu contei ao meu marido que tinha feito um blog e a FanPage  prometi a ele que quando tivesse 1000 seguidores na página faria um post especial pra ele. Não queria fazer antes porque eu queria que tivesse bastante gente para ler o que eu escreveria.
O tempo passou, cheguei a 1000 e esqueci o tal do Post. Um certo dia ele me cobrou isso, então prometi que faria quando a Page atingisse 2000 seguidores. Chegamos a 2000 e novamente esqueci do post. Entao o assunto não foi mais falado por aqui.
Com a proximidade do dia dos pais resolvi que não tinha mais como esperar, e as palavras que me faltavam para descrever esse Pai maravilhoso, teriam que surgir de alguma maneira.
Muito antes de eu me sentir mãe ele já se sentia pai… Esse desejo latente pela paternidade nunca foi segredo para ninguém!
Ele planejou e aproveitou a gravidez tanto quanto eu,  na verdade acho até que ele aproveitou mais que eu.
Ele zela pelo nosso filho tanto quanto eu, e por diversas vezes chega ser exagerado e chato de tanto cuidado que tem com Gael.
Ele que brinca, que educa, que troca fralda, que sai para passear, e que cuida sozinho do filho. Ele que enche Gael de amor e de carinho… Ele que é o típico e clássico: ‘Pai babão’!
Ele que já fez carro, capacete e escudo de papelão para brincar com o filho;
Ele que é um exemplo de bom Pai, e se muitos que ‘se dizem Pai’ fossem como ele… o mundo seria bem melhor!

Mas hoje não quero agradecer apenas por você ser um bom Pai, quero agradecer também por seres um bom marido, um companheiro, um parceiro.

No momento mais difícil das nossas vidas, que foi durante a internação do nosso filho, você sempre esteve presente, tão presente quanto eu, e enquanto eu estava vulnerável, recém operada cheia de dor e de tristeza você estava ali firme como uma rocha…  juntando minhas lágrimas enquanto as tuas também caíam, estava me dando forças enquanto também estava fraco, estava me apoiando quando também precisava de apoio.
Você que sempre me ajudou e me incentivou a amamentar nosso filho, e diante de todas as dificuldades que eu tive, o apoio para seguir em frente veio de você! Quando eu pensava em jogar tudo pro alto e desistir você  que vinha me apoiar e me fazer seguir em frente com aquelas sábias palavras: ‘calma Nana, tu precisa se acalmar pra conseguir amamentar’, ‘tu vai conseguir’…

Obrigado por me apoiar, obrigado por estar sempre ao meu lado, obrigado por ser o PAI do meu filho!
Eu não sei se você será meu marido para sempre (eu espero que sim!), mas eu sei que você sempre será o Pai do meu filho, e tenho certeza que você é o melhor Pai que Gael poderia ter… Você, Adriano L Vidal.
Te amo infinitamente.
camila vidal
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Cama compartilhada…Ou não!

 

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Antes de engravidar eu ouvia muitos ‘contras’ sobre a cama compartilhada, por isso decidi que não iria faze-la.
Antes do Gael nascer o quarto dele estava completo, mas eu sabia que mesmo não aderindo à cama compartilhada eu não iria deixa-lo sozinho em seu quarto desde o  primeiro dia, então comprei um berço portátil para colocar no meu quarto, bem coladinho na minha cama.
Minha intenção era transferi-lo para o quarto dele com 3 meses, já que todas as revistas e livros que li me diziam que com essa idade ele já estaria ‘apto’ a dormir sozinho no quartinho dele.
Gael veio pra casa e de fato foi dormir no berço ao lado da minha cama, mas como ele nasceu no inverno tinha dia que era muito frio, então em um desses dias decidi coloca-lo na nossa cama. Eu adorei ter ele ali conosco, mas tivemos um pequeno probleminha: Só ele dormiu!
Foi um vira-vira a noite toda. De um lado da cama: eu, ainda com dores, cansada e sem conseguir cochilar de tanto medo de esmagar o guri. Do outro lado da cama: o marido, todo encolhido, e creio que nem respirava direito de tanto medo… de esmagar o guri! Era mais ou menos como na imagem abaixo, só que com mais espaço para o bebê rsrsrsr!!

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10 mulheres, 10 barrigas, 10 estórias!

Há tempos eu estou fazendo um post sobre o corpo após a gestação mas ainda não o terminei. Então, enquanto não trago meu relato, deixo comm vocês o Post abaixo que encontrei e achei super verdadeiro e emocionante. por que mesmo julgamos as pessoas pela ‘casca’?

Presumimos muitas coisas sobre as pessoas, e especialmente sobre seus corpos. Talvez pareça mais razoável, por alguma razão, fazer suposições sobre coisas que são visíveis.

Fazemos suposições sobre as pessoas com base em raça, religião, sexo e gênero. Supomos que, se uma pessoa é gorda, ela deve ser doentia. Se é magra, deve ser saudável. Se não tem filhos, é porque não deve querer filhos. Se tem 19 filhos, deve ser estúpida. Se a pessoa é uma mãe ou um pai que cuida dos filhos em casa, ela deve amar seus filhos. Se ela tem uma carreira profissional, deve ser egoísta.

Vou compartilhar algumas barrigas – várias. Você não sabe nada sobre essas barrigas nem sobre as cabeças ligadas a elas (a não ser que uma delas seja a sua – se for esse o caso, obrigada!). Essas mulheres são minhas amigas, são minha aldeia, e elas se dispuseram a compartilhar suas histórias para que você possa lhes dar o respeito devido. Continuar lendo

Sair sem o filho, por que não?

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Preciso começar esse post fazendo uma retrospectiva…

Eu já contei aqui que meus dias de puérpera não foram nada fáceis. Eu fiquei meses sem sair de casa! Eu só saía de casa para coisas extremamente necessárias: pediatra, médico e mercado. Só. Tinha dias que eu não ia nem no pátio de casa, aliás, tinha dias que eu nem abria a janela de casa, é sério gurias, eu não estou exagerando… o maridão já estava preocupado comigo.

A primeira vez que eu ‘descolei’ do Gael ele tinha 5 meses. Tive que ir à PoA fazer minha rescisão, então depois de muito pensar achei melhor não leva-lo. Andar de trem, de ônibus e esperar sabe-se Deus quanto tempo para ser atendida não seria bom nem pra mim (que ficaria uma pilha de nervos), nem pra ele, aliás, muito menos pra ele. Então minha irmã veio e ficou com ele aqui em casa.

Sabe a expressão: ‘me senti nua’. Pois é… foi assim! Me senti nua, aliás, eu me senti muito estranha… parece que estava faltando um pedaço de mim. Seria um braço? Uma mão? Uma perna? Não… estava faltando Gael.
Me senti horrível por deixa-lo, mas ao mesmo tempo eu pensei: será que não estou exagerando?  Será que essa necessidade de te-lo sempre junto é saudável? Ou melhor, até que ponto isso é saudável pra mim e pra ele?  Fiquei um tempo pensando nisso, mas depois passou.

Quando comecei a ir toda semana na empresa foi outro choque de realidade. Era necessário essa separação, eu precisava sair e deixa-lo, e isso não era opcional! A menos que eu saísse do emprego, o que não é uma opção.  Agora já estou me acostumando com a ideia, mas no inicio não foi fácil. Continuar lendo

Quando o filho não mama! (nossa história com APLV)

Eu já contei aqui no blog como foi complicada a amamentação do Gael.
No primeiro Post me dediquei a falar exclusivamente sobre a ‘amamentação mesmo’ (peito – leite materno) Leia aqui . Hoje vou contar o que acontecia paralelo com aquela guerra.

Quando Gael tinha um mês ele fez cocô com sangue. Eu, desesperada liguei para a Pedi dele na época, e ela sem dar muita atenção disse que podia ser uma fissura que não era pra eu me preocupar. Ok! Eu continuei preocupada, pois sabia que fissura não era, pelo menos não externa! O fato se repetiu e corri para a emergência, afinal alguém teria que me dar uma resposta. Lá fui eu para o pronto atendimento com a fralda cheia de cocô para mostrar ao médico plantonista. Depois de analisar o cocô e se juntar com mais 2 médicos que estavam lá, a médica que nos atendeu me pergunta: você toma leite de vaca? -Sim, eu tomo!
– Então você pare de tomar leite e todos os derivados para fazer um teste, pois pode ser isso. Ela me mandou parar de tomar leite e seus derivados, mas disse que poderia manter a fórmula que eu dava para Gael 1 vez a noite. Eu fiz a dieta que ela sugeriu e parei de comer tudo que tivesse derivados de leite (inclusive bolachas, bolos, queijos, etc.). Depois disso o fato se repetiu mais 2 vezes e não aconteceu mais.

Quando fomos na consulta de rotina contei para a Dra dele na época e ela disse que não, que não era pra eu me preocupar com isso, que não tinha nada e que eu poderia voltar a tomar leite e comer derivados. Disse pra moderar o consumo, mas não mandou parar.
Eu não fiquei satisfeita com aquela resposta, eu sentia que tinha coisa errada ali então troquei de pediatra e contei à nova tuuuuuuudo o que aconteceu, e ela disse a mesma coisa que a anterior: que eu poderia voltar a comer normalmente, pois se eu continuei a dar formula e ele não fez mais coco com sangue, significava que não era aquele o problema. (depois vocês vão entender por que contei isso).

Pois bem, apesar da minha (quase) incansável insistência Gael mamava cada vez menos no peito, e consequentemente eu tentava dar mais fórmula a ele, afinal, de algum lugar ele tinha que se alimentar. Mas o tempo foi passando e veio outra surpresa: ele também não queria a ‘teta de plástico’ (mamadeira). Gael simplesmente não queria mamar nada: nem peito nem mamadeira!  Continuar lendo

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