Arquivo da categoria: Histórias de Mãe

É um guri! E eu já sabia…

Não é clichê, mas eu nunca tive PREFERÊNCIA quanto ao sexo do nosso filho. Não sei se o fato de ser o primeiro filho influenciou, só sei que era assim. Nem eu, nem o marido tínhamos preferencia por menino ou menina. Sempre tínhamos aquela máxima: vindo com saúde tá bom. ❤ 🙂
Os palpites também eram bem divididos, nunca houve uma maioria nas opiniões. Eu me divertia muito… Inclusive até rolou aposta na família kkkk #éverdade!
Ficamos assim por um tempinho, aceitando e rindo com todos os palpites. Continuar lendo

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O ‘causo’ da maionese!

Hoje vou contar um causo que aconteceu Sábado (17/10) aqui em casa. ‪#‎foiobacura‬ ‪#‎aprontoucomigo‬ ‪#quase‎murridesusto‬
Estava eu fazendo janta e bati uma maionese caseira, aquelas no liquidificador, sabem? (quem não sabe dá um google).
A primeira vez não deu certo, então, tirei a maionese ‘desandada’ do liqui, coloquei em uma caneca, deixei na mesa e me virei para a geladeira para pegar outro ovo e refazer a tal maionese. Quando virei de volta para a mesa, o que eu vejo? O quê? O quê? O quê? Continuar lendo

As loucuras de uma mãe esquecida!

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Depois que nos tornamos mãe muita coisa muda, e uma delas é a nossa sanidade mental: somos todas  #mãesInsanas! Cabeça de mãe é uma coisa tão louca que deve ser objeto de estudo constantemente por que gente… Como pode de uma hora pra outra as coisas mudarem assim?? Acho que é tanta coisa junto, tantos pensamentos, preocupações, afazeres, que dá uma pane no sistema mesmo e coisas que (aparentemente) são tarefas simples se tornam grandes missões e rendem boas histórias e risadas no futuro.

Hoje vou contar apenas um, de tantos outros ‘causos’ que já aconteceram e acontecem aqui em casa.

Quando eu ainda não trabalhava fora, pelo menos 2 vezes por semana eu ia para a casa da minha irmã pra passar o dia lá com ela e minha mãe.
Ela mora em outra cidade (uns 30km da minha casa), então já viram né? A cada saída pra um lugar um pouco mais distante é aquele moooooooooonte de coisa que temos que levar com filho pequeno.
Então tá, dia de sair, lá ia eu colocar a casa toda dentro do carro: carrinho, bouncer, bolsa com as roupas de Gael, bolsa com as comidas dele, notebook, minhas pastas com milhares de documentos (eu ia pra lá, mas trabalhava durante o dia enquanto ela ficava com Gael), e às vezes até roupa pra lavar eu levava (mãe não pode perder um dia de sol, né!!??).
Depois de ‘carregar o carro’ com toda a parafernália, arrumei Gael na cadeirinha, dei mais uma conferida na casa se todos os equipamentos realmente estavam desligados, se as luzes estavam apagadas, janelas fechadas, etc. Feito isso, tranquei a porta de casa, abri o portão, entrei no carro pra sair, e………………………. cadê a chave do carro gente???? Hahahahahah Sério, eu simplesmente não estava com a chave em mãos! Procura daqui, procura dali, revira toda a parafernália, as bolsas, os bancos, o chão do carro, o porta-malas, porta-luvas, e depois de estar desesperada lembrei-me de olhar dentro de casa, afinal, existia uma ‘remota’ possibilidade de eu tê-la deixado dentro de casa.  Abro a porta de casa procuro em cima da mesa, em cima do sofá, na estante, no chão… e quando estava desistindo de sair olho em direção à porta e a chave estava ali… Pendurada no chaveiro! Ou seja: eu ia sair de carro, mas nem a chave havia pego! É ou não é uma insanidade gente?? Kkk Quando me dei conta disso, comecei a rir sozinha de mim mesma, afinal, a que ponto cheguei? Rsrsrsr

Depois dessa primeira vez, em várias outras saídas aconteceu isso, mas como já estava ‘vacinada’ eu nem me dava o trabalho de procurar no carro, ia direto dentro de casa para pegar a chave no chaveiro e ela sempre estava lá (exceto uma vez que ela estava em baixo do Gael na cadeirinha do carro, ou seja: coloquei a chave na cadeira e ele em cima! affffff).
Hoje é só isso gurias, mas em breve voltarei com mais histórias tragicômicas dessa minha vida de mãe… #mãeInsana.
E vocês, querem dividir alguma?? Vamos lá… Nos conte, vamos rir um pouco 🙂

camila vidal

A difícil missão de escolher o nome do filho!!

Gael

Hoje vou contar como surgiu nosso ‘Gael’.
Desde que me descobri grávida eu sabia que era um guri. Não sei porque, não sei como, mas eu sabia que dentro de mim tinha um gurizão, e sempre que os palpiteiros me diziam: ‘acho que é uma menininha’ eu largava na lata: ‘não! É um menino’!! **Se fosse menina iria ficar com a cara no chão de vergonha, por que eu sempre enchia a boca pra dizer: ELE!!

Pois bem, confirmado que realmente se tratava de um menino, fomos em busca de nomes… Nunca na vida eu imaginei que fosse tão difícil escolher o nome de um filho!!
Nossa, é uma responsabilidade enorme. Imagina que ali tem um ser humano que vai carregar o nome que tu escolheu o resto da vida dele… Gente, isso é muita responsabilidade, é uma pressão enorme!!

Bom, vocês devem ter percebido que sou meio… fora do convencional, digamos assim. Eu gosto de tudo que é diferente, e modinhas, tendências e senso comum não são pra mim. Não estou criticando quem gosta de tendências, ok? Só estou dizendo que EU não sou assim.

O maridão é meio #porraloca também (#nãoparecemaisé), então, nada mais ‘comum’ do que escolhermos um nome incomum para nosso filho.

Mas a missão era complicada, bem complicada, e a nossa lista de exigências só fazia a pressão aumentar. *Não queríamos um nome difícil, um nome que nosso filho fosse aprender a falar e escrever só ‘com quase 10 anos de idade’.
*Queríamos um nome fácil, de preferencia curto, que não desse margem para aqueles apelidos maldosos (principalmente na escola, visto que as crianças são muito criativas pra isso rsrsr);
*Não queríamos um nome comum;
*Não queríamos um nome popular;
*O nome tinha que ficar em harmonia com o sobrenome;
*Nós dois tínhamos que gostar do nome e concordar 100% que aquele era o nome escolhido. Pouca coisa, né? #sqn Continuar lendo

Por que criei um Blog?

6mesesssOi pessoal, este mês faz 6 meses que meu Blog e minha Fan Page estão no ar (com conteúdo).
Mas… por que mesmo eu criei um blog?
Hoje vou contar pra vocês a jornada que me trouxe até aqui e um pouco de como funcionam as coisas no Blog e na Page.

Quando engravidei eu já tinha muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitas amigas que já eram mamães. Não só amigas, tinha também colegas de trabalho, irmã, sobrinha, conhecidas, primas, amiga de amiga que eu conhecia,  prima da amiga da vizinha… e por aí vai.

Sabe quem dessas pessoas me alertou que tinha uma ‘mínima’ chance de alguma coisa não ser tão fácil como eu imaginava? NENHUMA. Ninguém me avisou sobre nada, em nenhum momento da minha gestação (nem minha mãe hein!).
Só rolava aqueles papinhos:
* Ah é cansativo no início, mas depois tu tira de letra!
* Ah, amamentar dói um pouquinho no começo, mas depois acostuma! iiiii… tu nem vai sentir mais ele mamando.
* A cesárea? Não dói nada! Capaz… 3 dias depois eu ‘tava’ estendendo roupa.
* Ah, o parto dói mas passa! Mas eles te deixam com fome, com sede e ainda te xingam se tu gritar (essa, talvez tenha sido a única verdade/realidade que acontece e que me falaram).
Eu não tinha internet em casa durante a gravidez e nem depois que Gael nasceu, então a minha única fonte de informação realmente eram as pessoas ao meu redor!

A bagunça começou cedo: quando eu não consegui Parir Gael e fui parar numa sala de cirurgia com todos meus medos, minhas angustias e minhas aflições junto comigo (quem quiser ler contei aqui).
Ainda na sala de recuperação começaram as minhas ‘desconfianças’ que não seria tão fácil quanto pensei, já que o Gael não quis mamar de jeito nenhum.
As desconfianças aumentaram no outro dia, quando ele não quis pegar o seio apesar de um dia inteiro de tentativas! (leia aqui)
Como assim ele não mama? jamais ouvi relatos como esses… ‘todos’ os filhos de quem conheço mamou no primeiro ou no segundo dia de vida. Elas disseram que foi doído mas elas conseguiram amamentar! O que está acontecendo comigo? Só eu não tenho esse dom maravilhoso?
Então quando recebi a noticia que Gael estava mal e precisaria ser internado na UTI imediatamente (leia aqui) eu tive certeza: isso não será nada, mas nada fácil!
Quando chegamos em casa ele não queria mamar, eu estava exausta e triste (como assim triste??), e me peguei a pensar: porquê? Por que era assim comigo? Por que ninguém me contou que algo poderia dar errado? Ou será que só estava dando errado comigo? Com as outras mães era igual no comercial de margarina?
Os dias e os meses foram passando, eu sobrevivi ao puerpério (leia aqui), e fui aprendendo com meus erros, fui me virando sozinha como podia… apenas eu e meu instinto de mãe, para criar aquela criança tão indefesa, tão pequena e tão cheia de ‘poréns’. Eu não tinha quase nada para ler e pesquisar sobre maternidade: eu não tinha Google, eu não tinha Blogs, eu não tinha revistas, eu não tinha sites… era só eu, de vez enquando um pouco da sabedoria popular da minha mãe, e uma vez por mês a ‘sabedoria’ da pediatra!
Fui aprendendo aos poucos como ser mãe, fui aprendendo a ler os sinais do meu filho, fui errando, tropeçando, ‘batendo cabeça’, e fui vendo que não era fácil mas também não era impossível. Até que as coisas foram se ajeitando.
Quando Gael tinha 4 meses eu comecei a pensar me fazer um blog, queria conversar com outras mães, queria dividir algumas coisas, queria aprender, queria ensinar… Queria contar para as outras mães as minhas experiências e poder dividir com essas mães os perrengues que passei, por que se eu pudesse ajudar ao menos 1 pessoa com minhas experiencias, eu já estaria feliz.

Quando Gael tinha 6 meses eu consegui adquirir uma internet (até então eu não tinha porque onde moro o sinal é beeeem precário). Fiz o Blog e fiz uma Page no facebook, porém o Gael teve um pico de crescimento TER-RÍ-VEL com 6 meses (vou fazer um post disso). Na verdade a ‘crise’ começou quando ele tinha 5 meses e meio e foi até quase 7 meses dele! Nesse período ele me sugou a vida de uma maneira que eu não conseguia fazer nada além de atende-lo. Então os meus ‘projetos virtuais’ ficaram de lado.
Em Dezembro coloquei uma meta: fazer o Blog funcionar no inicio do próximo ano!
Chegou Janeiro e comecei a movimentar a Page do Facebook. Mas ao mesmo tempo eu disse: não! isso não é pra mim. Excluí a page. No outro dia criei a page novamente. #coisasdecamila!
Então comecei a gerar conteúdo, de forma tímida, devagarinho, e em segredo #pasmem! Ninguém sabia que eu tinha esses 2 canais, nem o maridão. Eu não contei porque confesso que fiquei com um pouco de vergonha, e um pouco de receio com a reação dos familiares. Coisas do tipo: “áh, um blog? mas ‘praquê’ isso?” eu não estava preparada para ouvir, então por um bom tempo mantive segredo.
Os meses foram passando e ficando um pouco menos turbulentos, e eu fui aumentando conteúdo. E foi indo, foi indo… e hoje temos esse pequeno espaço para conversarmos.

Como o princípio de todo blog, este relata acima de tudo experiências pessoais (minhas), e foi delas que criei o termo (e a categoria) Mães de verdade. Mas porque Mães de verdade? Porque aqui nós não somos do comercial de margarina! Aqui nós erramos, aqui nós choramos, aqui nós damos piti… aqui é vida real, adrenalina de mãe correndo na veia! Dividi a categoria em Desabafos de Mãe e Relatos de Mãe, onde os próprios nomes falam por si. Essa categoria dará espaço para relatos (e desabafos) de outras mães no futuro. #fiquemligadas

Sempre que possível trago informações de cunho médico e legal, assuntos sérios, importantes e que devem ser falados. Esses assuntos são colocados na categoria Papo Sério. Não sei de onde tirei isso… simplesmente fui postar um assunto no Face e usei a Tag #paposério e daí ela surgiu e decidi torna-la uma categoria do Blog.

Para ajudar as outras mamães decidi fazer resenha dos produtos que uso aqui em casa, e criei a categoria Eu Testei. Muitas vezes queremos comprar alguma coisa e ficamos na dúvida: será que é bom? será que dura? será que funciona como o fabricante fala? Então essas resenhas nos Blogs ajudam um monte, e tudo o que eu quero á ajudar :). Essa categoria é dividida em Acessórios, Produtos e Fraldas. *Minhas resenhas não são pagas. Faço todas com itens que eu compro.

A categoria Dicas&Truques está em construção, mas é onde coloco coisinhas para facilitar a vida das mães em diversos sentidos: vai de dicas pra casa à dicas de beleza, além é claro, das dicas para o bebê. Só coisas simples, práticas e úteis… pra facilitar a vida mesmo.

Por último tenho a categoria News, que são as últimas novidades do mundo da maternidade que eu trago para atualizar as Mommy’s de plantão.

Tenho isso aqui como um espaço de acolhimento, de informação, de diversão, de troca de experiências, quase uma roda de proza (alguém traz a viola por favor!). Eu criei esses espaços por que assim como eu me sentia sozinha e perdida pode ter outras mães que passam por isso. Em algum lugar por aí pode ter alguma mãe passando pelo puerpério sem saber o que é, pode ter alguma mãe que não está conseguindo amamentar, pode ter alguma mãe pensando que não é boa mãe porque ela não está ‘dando conta de tudo’, pode ter alguma mãe querendo ficar 5 minutos sozinha e se sentindo mau por isso… Se meu espaço servir de acolhimento para pelo menos uma dessas mães, já estou imensamente feliz!
Aqui nesse espaço eu prezo muito pelo respeito e pelo amor ao próximo. Ideias contrárias são e sempre serão bem vindas, mas agressões, brigas, insultos, ofensas e coisas do tipo não são aceitas. Esse espaço não foi criado pra isso e aqui sentimentos ruins realmente não têm e não terão lugar… nunca!

Eu espero que gostem, espero que participem. Eu sempre farei de tudo para ser um lugar aconchegante para todas!

camila vidal

midias sociais

Meu filho ficou trancado no carro!

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Era uma manhã de Sábado, eu tinha que ir à PoA então pedi para o marido me levar de carro até a estação para pegar o trem.
Me arrumei, arrumei Gael, e o marido o pegou e foi arrumando ele no carro. Depois de acomodar o Gael ele aproveitou para dar uma limpadinha nos vidros, pois os mesmos estavam empoeirados e com a neblina da manhã virou uma meleca.
Eu vim dentro de casa pegar meu casaco e minha bolsa, e quando estava indo pra rua ouvi um ‘tlick’. Então parei! Fiquei estática no meio da sala e pensei: ‘não! Não pode ser verdade’.
Dois segundo depois ouço o marido: ‘Ai Meu Deus, o que foi que eu fiz’.
Saí correndo pra rua e o que eu tinha imaginado havia acontecido: o carro estava trancado com Gael e a chave dentro! #semchavereserva
O marido estava louco, se batendo de um lado pro outro sem saber o que fazer, falando ‘meu Deus o que foi que eu fiz?’ , ‘e agora?’…
Eu, na condição de Mãe e pessoa menos apavorada no momento me pus a pensar: Bom, não tem sol ali, não está quente, portanto Gael não corre nenhum risco imediato, então temos tempo para agir.
Adriano (maridão) estava muito nervoso e preocupado, então eu o acalmei usando os argumentos citados acima e então começamos a agir. Testamos o porta malas, testamos as portas e todas as aberturas possíveis, e obviamente nada abria. Quando de repente percebi que o vidro de trás estava 1 dedo aberto, então começamos forçar para ver se ele baixava mais, pelo menos até caber um braço para abrir a porta.
Enquanto eu estava ali tentando baixar o vidro ‘na marra’ o marido foi pedir ajuda para o vizinho, e ver se ele tinha numero de algum chaveiro (aqui eu já tinha ligado pra minha irmã umas 3 vezes para ver se ela sabia de algum chaveiro também). O vizinho tinha o numero de um, ligamos mas ele não poderia vir de imediato.
Esse vizinho é super prestativo e vendo a situação veio com tudo para nos ajudar a abrir o carro. Insistimos na questão do vidro,  mas o danado não baixou quase nada.
Gael que até então estava calmo e nem tinha percebido que estava trancado sozinho dentro do carro, vendo aquele tumulto começou a chorar, chorar e chorar.
Nessa hora a mãe onça, mãe leoa começou a aparecer! Quando vi meu filho chorando desesperado dentro do carro comecei a xingar o marido: o que tu fez? Como tu fez isso? Olha o que tu fez… e comecei a chorar também. Eu chorava e tremia desesperadamente de tão nervosa que fiquei ao ver meu filho chorar e não conseguir fazer nada daquele momento.
Então o marido pediu pra eu ir pegar o martelo para quebrarmos o vidro.
O vizinho sugeriu que tentássemos arrombar a porta, porque certamente sairia mais barato do que a colocação de um vidro novo. Quando eles estavam quase abrindo a porta o vidro estourou, então terminamos de quebra-lo e resgatamos o Gael. \o/\o/

Pra vocês entenderem o rolo: o carro tem travas elétricas. Quando o marido girou a chave para acionar os limpadores as travas acionaram, ou seja, o carro trancou. Mas como ele deixou a porta da frente aberta (enquanto limpava o vidro de trás) as travas se abriram. Até aí tudo bem: porta aberta e travas abertas. Maaaassssssssss quando foi limpar o vidro da frente, ele passou pela porta que estava aberta e faz o que no impulso? o que? o que? o que? ‘kapuuum’ empurrou a porta para fecha-la! E porta fechada=travas acionadas= carro trancado!

Daí vocês dizem: mas por que não quebrou logo o vidro de uma vez? Pois é né gente, o vidro de um carro não é nada barato e como tínhamos um tempinho, fomos tentando outras possibilidades, até por que como falei acima: Gael não estava correndo risco, e apesar de estarmos nervosos tínhamos o controle da situação (afinal, o martelo já estava a postos para quebrar o vidro!).
Esse rolo todo aí: chama vizinho, pega martelo, liga pra irmã (sim eu liguei pra ela), liga pro chaveiro, tenta abrir o vidro na mão, tenta arrombar porta e quebra o vidro não durou nem 15 minutos!!!!! Parece demorado, mas não foi.

Do momento que Gael começou a chorar até quebrarmos o vidro não demorou nem 3 minutos, mas foram 3 minutos muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito longos. Eu falava com ele pelo vidro tentava acalmá-lo mas pouco adiantava… ele se acalmava e voltava a chorar. Aquela sensação de impotência eu jamais vou esquecer.
Eu sabia que estava tudo bem e que ele estava chorando porque estava assustado com a movimentação, eu sabia que o carro estava sendo aberto e que eu já ia pega-lo, eu sabia que estávamos no controle, mas mesmo assim eu tinha necessidade de pega-lo imediatamente.
Eu não sei se conseguirei explicar… mas o que sentia era uma coisa muito forte dentro de mim, um instinto louco, aquela coisa selvagem mesmo, tipo leoa querendo proteger a cria, sabe?! Eu sinto que se eu tivesse que virar o carro com os meus próprios braços para tira-lo dali eu teria feito, ou pelo menos teria morrido tentando.
Nesse dia eu pude entender o que as pessoas falavam sobre fazer tudo pelos filhos, por que quando vivemos uma situação dessas a gente sente que pode fazer tudo mesmo. Não há limites… é uma coisa absurda! É mais um daqueles clichês que se tornam verdade depois que nos tornamos mãe.

Depois que tudo se acalmou o marido pegou o Gael o abraçou bem forte, pediu desculpas, chorou… e nunca mais colocou o guri no carro! É sério, agora sempre que saímos eu que tenho que arrumar ele no carro porque o marido não faz mais de jeito nenhum. kkkkkkkkk  #maridotraumatizado #eutenho

Hoje nós rimos com tudo isso e a família até tira sarro de nós por causa dessa estória. Mas no dia foi desesperador, foram 15 minutos de adrenalina pura aqui no pátio de casa!
Obvio que dessa situação tiramos várias lições e somos bem mais atentos. Por que é aquela máxima: “nunca acontece… até acontecer”

camila vidal

 

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