Arquivo da categoria: Desabafos de Mãe

O meu filho aprendeu a bater!

Muitas coisas andam acontecendo por aqui, e uma delas é a falta de tempo para contar à vocês todas as coisas que andam acontecendo por aqui…. entenderam né? rsrs
Pois bem, além de aprender a falar tia/titia (que eu contei hoje na página), Gael aprendeu outra coisa, mas esta tem deixado eu e o marido com os nervos à flor da pele: Gael aprendeu a bater!
Há umas 2 ou 3 semanas ele começou a bater na gente quando algo não sai como ele quer. Qualquer coisinha é motivo para ele levantar a mão e tentar estapear quem estiver perto dele.
Obviamente nós não deixamos assim. Nós sempre explicamos à ele que não pode bater, que bater é feio, que não se pode bater nas pessoas quando quer as coisas. Ele entende, pára, e por um bom tempo não faz mais. Mas ele volta a fazer, ou horas depois, ou no outro dia. Confesso que tem sido bem difícil.

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Sobre ter estrias…

Desde o primeiro dia que soube da gestação eu comecei a me cuidar. Eu nem tinha barriga de grávida e já me entupia de cremes e óleos ‪#‎estavasempremelecada‬.
Eu sempre tive uma alimentação rica em frutas e verduras e sempre bebi muuuuuita água. Isso já vinha dede antes da gestação.
Durante a gravidez eu fiz hidroginástica (até enquanto aguentei o peso da pança) e trabalhei até 38 semanas. Ou seja: não fui uma gestante sedentária.

Quando já eu estava comemorando a vitória de ter passado por uma gestação sem estrias, elas apareceram, com 38 semanas e 1 dia, para ser exata. Continuar lendo

É verdade! Passa muito rápido….

Sabe quando tu tá grávida e vem aquela penca de mulher te falando: ‘aproveita, porque passa muito rápido!’ sabe?
Pois é, isso é verdade!
Eu enchia o saco de tanto ouvir isso… era azamiga, azinimiga, as conhecidas, a amiga da amiga e assim por diante… todas as mães que eu conversava me diziam isso. E eu, claro, ficava com aquela cara de paisagem, afinal, não sabia o que viria pela frente e achava aquilo tudo um graaaaaaande exagero delas ‪#‎SabedeNadaInocente‬. Continuar lendo

A estranha força que move as mães.

medos

“Depois que me tornei mãe descobri que sou mais forte do que eu imaginava”

De todos os clichês que envolvem a maternidade, em minha opinião, esse é o mais verdadeiro.
Depois que o filho nasce parece que temos uma espécie de super poder. Somos fortes, somos corajosas, somos destemidas, somos valentes e enfrentamos qualquer medo por causa dos nossos filhos. Não existe nada que a gente não faça pelo bem deles.

Desde o dia que nasceu Gael veio para me mostrar que eu jamais seria a mesma depois da chegada dele. Ele já veio me mostrando que eu sou corajosa, muito corajosa. Eu enfrentei dois dos maiores medos que tenho na vida para ele vir ao mundo: anestesia e cirurgia. Medo de ficar paralítica por causa da anestesia, medo de ter alguma reação alérgica forte por causa da anestesia, medo de dar alguma complicação e eu sair daquela sala direto pra uma CTI ou pra um necrotério. Fora tudo isso, eu tinha medo do pós operatório. Mas meu filho tinha que nascer, então eu respirei fundo, pensei nele, enfrentei esses medos e fui.  Camila 1 x medo 0.

Eu enfrentei as maiores dores de toda a minha existência durante os 11 dias que ele esteve na UTI. Eu tinha dor na alma de ver meu filho doente, eu tinha dor no coração por não poder trazer meu filho embora, e eu tinha dor no corpo por causa da cirurgia.

Nesses 11 dias, todos os dias eu chorei de dor… E era tanta dor que eu nem sabia mais por que eu chorava: se era pelas dores emocionais ou pelas dores físicas.
Eu chorava porque os pontos inflamaram e estavam doloridos;
Eu chorava porque não conseguia caminhar direito e precisava caminhar;
Eu chorava porque meus seios estavam tão sensíveis que não podia nem toca-los mas mesmo assim precisava ordenhar;
Eu chorava porque eu não conseguia ficar nenhum minuto do dia sem sentir dor;
Eu chorava por que queria meu filho saudável e em casa;
Eu chorava porque queria que aquele pesadelo acabasse;
E eu chorava por que achava que não suportaria passar por tudo aquilo…
Todos os dias eu achava que não daria conta, que eu iria desabar, que eu era fraca e que eu não suportaria mais nem 1 dia daquele pesadelo. Mas todos os dias eu ficava das 07 às 23 no hospital enfrentando aquilo que eu achava que não teria forças para enfrentar.
Depois que viemos embora foram mais 23 dias de dor física, mas eu venci! Camila 1 x dor 0.

Hoje mais uma vez eu tive a prova dessa força estranha que as mulheres têm depois que se tornam mães.
Estava eu bem faceira dentro de casa quando olho para a parede e me deparo com um inseto gigante (creio que tinha uns 6/ 7cm). Não sei o que era aquilo (parecia barata mas não era), só sei que era um inseto e eu tenho horror a eles.
Eu não podia ser fraca e entrar em pânico como eu geralmente fazia antes, eu tinha que dar um jeito naquele bicho, afinal tenho um filho dentro de casa e não sei se aquilo era venenoso ou não, era melhor dar fim nele para evitar problemas.
Imediatamente levei Gael para seu quarto, peguei uma vassoura e montei uma estratégia para entrar numa luta corporal com aquele ser estranho. Primeiro trabalhei a mira, afinal, se eu errasse ele sairia correndo (ou voando… ) e eu não poderia perdê-lo de vista. Depois trabalhei a força, afinal, ele era grande (pelo menos pra mim).
Sentidos trabalhados e aguçados, era hora da luta: Mirei e acertei-o de primeira, mas era um bicho duro e várias vassouradas foram necessárias para exterminá-lo. Camila 1 x inseto 0.

Eu venci, eu matei um inseto grande e estranho! Para muitos isso pode ser uma grande besteira, uma ‘frescura’ mas pra mim foi muita coisa, porque eu sei que antes eu jamais faria isso.
Minha estratégia para lidar com insetos que eu tenho medo (que são muuuuuuitos) caso eu avistasse algum se estivesse sozinha em casa era: ficar olhando pra ele, cuidando cada passo até alguém chegar para caça-lo. Quem tem medo (medo mesmo, tipo pânico) de alguma coisa certamente irá me entender (uma vez eu fique 40 minutos de tocaia cuidando de uma centopeia até o marido chegar para mata-la #podemMejulgar #tenhomedomesmo).

Obrigado meu filho por me fazer enfrentar e vencer mais um medo na minha vida. Obrigado por me mostrar que eu sou forte e corajosa, e que além de enfrentar e superar dores que eu achava que iriam me matar agora eu consigo enfrentar insetos quase como se fosse uma entomologista ( #menosCamila).

Eu sou SÓ mais uma mãe (dentre tantas nesse mundo) que teve suas dores e seus medos enfrentados e superados. Eu sou só mais uma mãe que tem uma força incrível dentro de si que é capaz de mover o mundo pelo filho.

camila vidal

A escolha do Hospital!

a escolha do hosp

Oi pessoal, hoje vou contar a estória de como foi que eu escolhi o Hospital que meu filho nasceu, os critérios que usei, e o mais importante: os critérios que não usei!

Eu moro em São Leopoldo (Região metropolitana), mas trabalhava em Porto Alegre, e quando engravidei nada mais natural do que achar uma GO em PoA já que a maior parte do dia eu passava lá, e caso acontecesse alguma coisa comigo seria muito mais fácil ir a um hospital de lá do que vir até minha cidade.

Depois que encontrei a obstetra, uma das primeiras coisas que falamos foi sobre o Hospital. Ela me deu 4 opções de Hospitais que ela atendia, desses 4 o meu plano de saúde cobria 3, e desses 3 ela me sugeriu/aconselhou 1. Disse que era um hospital referência, que ela confiava e que achava que seria a melhor opção pra nós. Depois dessa conversa comecei a pesquisar sobre o Hospital, e entrei em contato com o Plano de Saúde e com o próprio hospital para conferir a cobertura dos procedimentos.  Depois pesquisei muito na internet, perguntei para várias pessoas se conheciam o hospital e se já tinham precisado dele, ou se conheciam alguém que ficara internado lá. A unanimidade nas respostas era absoluta: o Hospital era ótimo em todos os quesitos!
O hospital era limpo, organizado, o atendimento era nota mil desde a recepcionista até os médicos, a comida era boa, as acomodações excelentes, a maternidade era tudo de bom e as gestantes eram respeitadas e super bem tratadas. Enfim, eu nunca vi nenhum ponto negativo, nem na internet nem nas pesquisas de campo. Minha maior preocupação era com relação ao Parto, já que a maioria dos Hospitais não respeita as parturientes (e tem mais toooodos aqueles problemas que já sabemos que acercam um parto hospitalar, e que eu queria evitar), mas depois de ouvir alguns relatos fiquei tranquila quanto a isso.
Minha ultima pesquisa foi com um colega de trabalho que anteriormente vendia equipamentos médicos. Ele elogiou muito o Hospital. Falou que compravam ótimos equipamentos, que era realmente uma referência e que eu poderia ir tranquila que seria bem atendida. Falou inclusive que eles tinham reformado a UTI recentemente e tava ‘TOP’. Esse colega – que entende muito do assunto- dizer que o Hospital era muito bom foi o que eu precisei ouvir para me decidir por ele: Continuar lendo

Parto vs Cesárea: Por que a guerra?

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Dia desses eu estava passeando pela internet, quando de repente vi algo que me chocou profundamente. Uma moça, acredito eu que já é mãe, comentou em um post a seguinte frase:  ‘‘Por isso que eu prefiro morrer a fazer uma cesárea! Por mim eu paria no mato sem ninguém na volta’’.

Depois de voltar do estado de choque que fiquei por alguns minutos, eu me perguntei: será? Será que essa moça falou sério? Será que se ela realmente tivesse que optar entre a vida dela ou a vida do filho OU fazer uma cirurgia para o nascimento do mesmo ela realmente escolheria a morte? Será? Eu, do fundo do coração espero que não. Espero que essa moça nunca precise tomar essa decisão, e espero que essa moça tenha consciência do tamanho absurdo que está falando. Continuar lendo

Pare de criticar as outras Mães!

Sobre amamentar…
Eu fico super incomodada quando vejo Mães criticando outras Mães por causa de amamentação! Eu sei que cada um tem direito de expressar suas opiniões, mas algumas coisas realmente me incomodam por que algumas pessoas julgam sem conhecimento de causa, e é muito fácil julgar uma pessoa sem sentir na pele o que  ela sente, sem passar o que ela passa, sem viver as coisas que ela vive. É muito fácil julgar uma mãe que dá mamadeira para seu filho sem saber o porquê aquela criança não mama no peito.
Então, fazendo uso do meu direito de se expressar, aqui vai a minha opinião: Pare de criticar uma mãe que não conseguiu amamentar!

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Eu Planejei…

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Eu planejei a gravidez!

Planejei quando parar de tomar anticoncepcional;
Planejei como viver meus dias de grávida;
Planejei minha licença maternidade;
Planejei como queria o parto;
Planejei vir pra casa com meu filho 2 dias depois que nascesse;
Planejei amamentar (no mínimo, do mínimo, do mínimo) até os 6 meses;
Planejei que ele dormiria no nosso quarto até os 3 meses;
Planejei não ter estrias (é verdade!);
Planejei emagrecer rápido depois do parto;
Enfim… Planejei, planejei e planejei!

Mas da minha vasta lista de planos, poucos tópicos saíram conforme foram planejados.
Entre várias coisas…
Eu não ganhei meu filho de parto;
EU não trouxe ele pra casa 2 dias depois que nasceu, pois ficou na UTI;
Eu não amamentei até os 6 meses, pois com 4 e meio ele não quis mais o seio;
Ele não dormiu no nosso quarto até os 3 meses, mas sim até os 8…
Eu fiz tudo o que esteve a meu alcance e mesmo assim fiquei com estrias;
Eu eliminei o peso total que ganhei na gestação 9 meses após o nascimento do Gael;
Ao longo do tempo percebi que as coisas são assim mesmo!
Ás vezes as coisas saem do nosso controle, às vezes as coisas não dependem da nossa vontade nem do nosso querer, e às vezes temos que tomar decisões diferentes do que queríamos em prol de um bem maior!
O importante é termos sabedoria para mudar o que planejamos quando necessário, o importante é dar certo, o importante é o bem estar de nossos filhos.
Mas e os nossos planos? Bom, eles foram feitos antes do filho nascer, e antes de eles nascerem tudo é fácil, tudo é lindo, tudo flui… Mas depois acabamos vendo que a realidade pode ser bem diferente!

Não conseguiu amamentar? ok, vamos dar formula então! Fazer o que, deixar o bebe sem mamar é que não dá né!?

Não se sente segura para colocar o bebê no quarto dele? ok, deixe no seu então! As noites podem ser menos cansativas se você não estiver com essa preocupação a mais!

Não existe fórmula certa para criar os filhos, o que é bom para o meu nem sempre vai ser bom para o teu e assim por diante.

Eu creio que o instinto de mãe é a melhor coisa que existe, e se eu pudesse dar um conselho às ‘recém-mães’ seria esse: confie no seu instinto! Ele sabe tudo e ele não vai ‘te deixar na mão’. Seu instinto avisa quando terá que mudar o plano, ele te guia pelo melhor caminho, ele sabe fazer tudo dar certo… e pode crer, sempre dá certo 😉

camila vidal

 

 

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