Sobre ter estrias…

Desde o primeiro dia que soube da gestação eu comecei a me cuidar. Eu nem tinha barriga de grávida e já me entupia de cremes e óleos ‪#‎estavasempremelecada‬.
Eu sempre tive uma alimentação rica em frutas e verduras e sempre bebi muuuuuita água. Isso já vinha dede antes da gestação.
Durante a gravidez eu fiz hidroginástica (até enquanto aguentei o peso da pança) e trabalhei até 38 semanas. Ou seja: não fui uma gestante sedentária.

Quando já eu estava comemorando a vitória de ter passado por uma gestação sem estrias, elas apareceram, com 38 semanas e 1 dia, para ser exata.
A primeira vez que eu as vi, eu chorei! Eu não aceitava que apesar de todos os meus cuidados elas apareceram. Eu demorei para entender porque aconteceu comigo, já que só faltava eu comer os cremes e óleos de prevenção.

2014-09-23 11.42.30

Alguns cremes que usei. Certo dia minha mãe veio limpar a casa pra mim e jogou as outras embalagens fora! Só consegui salvar essas rsrs 😦 Além desses da foto, eu usei: 2 tubos de Bepantol Mamy, 1 tubo de Mami Bela, mais 2 tubos de Bio Oil, 1 tudo de óleo de semente de uva.

 

Eu tinha vergonha das minhas estrias, e depois que elas apareceram eu evitava olhar a parte de baixo da minha barriga justamente para não vê-las! Eu praticamente não tirei mais fotos da barriga, pois me doía na alma vê-las estampando minhas fotos. Então, as poucas fotos que tenho do final da gestação são em ângulos bem estratégicos para não aparecer nada.
Sempre que podia usava as calças mais altas ou blusas mais compridas para tapá-las. Eu não queria ver, não queria que ninguém visse.

Eu ainda estava na fase da negação (‘não acredito nisso’ / ‘elas vão sumir’ etc…), quando eu li uma palavrinha que me fez entender muita coisa: genética! Eu aprendi que se a pessoa tem pré-disposição, não importa o quanto ela se cuide, as estrias vão aparecer. Da mesma forma que existe mulheres que não passam nada de cremes e óleos e ficam sem estria alguma.

Eu sei que vai chover de gente falando que o amor pelo filho é maior, que o que importa é a saúde, que não troca o filho por nada… Eu também penso assim, eu também amo meu filho mais que tudo, e se tivesse que passar tudo novamente para tê-lo aqui, assim eu faria! Mas não é porque eu amo meu filho que eu tenho que amar as estrias que eu ganhei. Não é porque eu amo infinitamente meu filho que eu não posso querer um corpo melhor.

E eu queria um corpo melhor! E com muito esforço e muita força de vontade eu consegui emagrecer todos os quilos que adquiri na gestação (e mais alguns), e hoje estou mais magra do que estava quando engravidei. Meu corpo está mais flácido, é verdade, e as curvas também mudaram seu desenho. Mas eu gosto de como estou agora, eu vejo um corpo diferente, um corpo maduro, um corpo com história. Minha história, nossa história, que não foi nada fácil.

Eu não amo as minhas estrias, tampouco as acho bonitas. Também não romantizo esse assunto, porque não vejo as coisas assim.
Eu respeito minhas estrias e tenho orgulho delas, eu as olho no espelho e vejo que elas são a prova de todo o esforço que meu corpo fez para abrigar a vida do meu filho. Elas são a prova que meu corpo é perfeito, que meu corpo é uma obra divina, que foi capaz de muitos esforços para me tornar mãe.

Eu não sou perfeita porque tenho estrias, eu tenho estrias porque sou perfeita!

camila vidal

 

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