A estranha força que move as mães.

medos

“Depois que me tornei mãe descobri que sou mais forte do que eu imaginava”

De todos os clichês que envolvem a maternidade, em minha opinião, esse é o mais verdadeiro.
Depois que o filho nasce parece que temos uma espécie de super poder. Somos fortes, somos corajosas, somos destemidas, somos valentes e enfrentamos qualquer medo por causa dos nossos filhos. Não existe nada que a gente não faça pelo bem deles.

Desde o dia que nasceu Gael veio para me mostrar que eu jamais seria a mesma depois da chegada dele. Ele já veio me mostrando que eu sou corajosa, muito corajosa. Eu enfrentei dois dos maiores medos que tenho na vida para ele vir ao mundo: anestesia e cirurgia. Medo de ficar paralítica por causa da anestesia, medo de ter alguma reação alérgica forte por causa da anestesia, medo de dar alguma complicação e eu sair daquela sala direto pra uma CTI ou pra um necrotério. Fora tudo isso, eu tinha medo do pós operatório. Mas meu filho tinha que nascer, então eu respirei fundo, pensei nele, enfrentei esses medos e fui.  Camila 1 x medo 0.

Eu enfrentei as maiores dores de toda a minha existência durante os 11 dias que ele esteve na UTI. Eu tinha dor na alma de ver meu filho doente, eu tinha dor no coração por não poder trazer meu filho embora, e eu tinha dor no corpo por causa da cirurgia.

Nesses 11 dias, todos os dias eu chorei de dor… E era tanta dor que eu nem sabia mais por que eu chorava: se era pelas dores emocionais ou pelas dores físicas.
Eu chorava porque os pontos inflamaram e estavam doloridos;
Eu chorava porque não conseguia caminhar direito e precisava caminhar;
Eu chorava porque meus seios estavam tão sensíveis que não podia nem toca-los mas mesmo assim precisava ordenhar;
Eu chorava porque eu não conseguia ficar nenhum minuto do dia sem sentir dor;
Eu chorava por que queria meu filho saudável e em casa;
Eu chorava porque queria que aquele pesadelo acabasse;
E eu chorava por que achava que não suportaria passar por tudo aquilo…
Todos os dias eu achava que não daria conta, que eu iria desabar, que eu era fraca e que eu não suportaria mais nem 1 dia daquele pesadelo. Mas todos os dias eu ficava das 07 às 23 no hospital enfrentando aquilo que eu achava que não teria forças para enfrentar.
Depois que viemos embora foram mais 23 dias de dor física, mas eu venci! Camila 1 x dor 0.

Hoje mais uma vez eu tive a prova dessa força estranha que as mulheres têm depois que se tornam mães.
Estava eu bem faceira dentro de casa quando olho para a parede e me deparo com um inseto gigante (creio que tinha uns 6/ 7cm). Não sei o que era aquilo (parecia barata mas não era), só sei que era um inseto e eu tenho horror a eles.
Eu não podia ser fraca e entrar em pânico como eu geralmente fazia antes, eu tinha que dar um jeito naquele bicho, afinal tenho um filho dentro de casa e não sei se aquilo era venenoso ou não, era melhor dar fim nele para evitar problemas.
Imediatamente levei Gael para seu quarto, peguei uma vassoura e montei uma estratégia para entrar numa luta corporal com aquele ser estranho. Primeiro trabalhei a mira, afinal, se eu errasse ele sairia correndo (ou voando… ) e eu não poderia perdê-lo de vista. Depois trabalhei a força, afinal, ele era grande (pelo menos pra mim).
Sentidos trabalhados e aguçados, era hora da luta: Mirei e acertei-o de primeira, mas era um bicho duro e várias vassouradas foram necessárias para exterminá-lo. Camila 1 x inseto 0.

Eu venci, eu matei um inseto grande e estranho! Para muitos isso pode ser uma grande besteira, uma ‘frescura’ mas pra mim foi muita coisa, porque eu sei que antes eu jamais faria isso.
Minha estratégia para lidar com insetos que eu tenho medo (que são muuuuuuitos) caso eu avistasse algum se estivesse sozinha em casa era: ficar olhando pra ele, cuidando cada passo até alguém chegar para caça-lo. Quem tem medo (medo mesmo, tipo pânico) de alguma coisa certamente irá me entender (uma vez eu fique 40 minutos de tocaia cuidando de uma centopeia até o marido chegar para mata-la #podemMejulgar #tenhomedomesmo).

Obrigado meu filho por me fazer enfrentar e vencer mais um medo na minha vida. Obrigado por me mostrar que eu sou forte e corajosa, e que além de enfrentar e superar dores que eu achava que iriam me matar agora eu consigo enfrentar insetos quase como se fosse uma entomologista ( #menosCamila).

Eu sou SÓ mais uma mãe (dentre tantas nesse mundo) que teve suas dores e seus medos enfrentados e superados. Eu sou só mais uma mãe que tem uma força incrível dentro de si que é capaz de mover o mundo pelo filho.

camila vidal

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